sábado, 27 de outubro de 2012

A Educação a Distância e Novas Tecnologias



Para iniciar nossa discussão, seguem algumas informações relevantes:


Considerações sobre Educação a Distância e Novas Tecnologias

Estamos vivenciando um enorme avanço tecnológico que vem facilitando a difusão de conhecimentos e contribuindo para a transmissão da informação de forma abrangente e veloz. A utilização dos computadores nas ciências em geral tem trazido grandes mudanças em diversas áreas, como comércio, indústria, medicina. Na ciência, a computação automatizada permitiu medições e comparações que nunca foram possíveis antes. Na medicina, na indústria, processos repetitivos foram informatizados, minimizando o erro humano e também liberando o trabalho de tarefas “insalubres” do ponto de vista da auto-realização pelo trabalho. Nestas áreas, saltos enormes foram dados.
Precisamos, portanto, nos preparar para lidar, da melhor forma possível, com as tecnologias deste novo cenário. Uma dessas tecnologias é a Internet (sem dúvida alguma a de maior impacto), que apresenta um crescimento assustador e vem se espalhando pelos cantos mais distantes do planeta. A Internet possibilita uma comunicação universal com suas características de interatividade, hipertextualidade, conteúdo multimídia, ampla disponibilidade e baixo custo. (PROGED, 2008)
As atuais descobertas científicas e o avanço tecnológico vêm obtendo cada vez mais participação no cotidiano dos indivíduos. Esta nova realidade se reflete nas relações profissionais nas quais, a cada dia, torna-se mais presente o uso de tecnologias digitais. Esta disseminação vem gerando uma grande quantidade de informações, que tem colaborado para o surgimento de novas técnicas e procedimentos em uma velocidade impressionante.
São novos saberes, hábitos e valores que se estabelecem e começam a emergir de forma significativa em vários campos, com o surgimento de tecnologias da informação e comunicação. É emergente a mudança na educação, que tem duplo desafio nesse processo: o de vencer a crise dentro das diversas modalidades de ensino e o de superar as carências de estudos, formação continuada de professores e inclusão digital de professores e alunos.
Nesse contexto, observa-se um incremento substancial na demanda por educação permanente e continuada, fazendo com que o sistema presencial de ensino seja insuficiente para atender à demanda.
Nessa perspectiva, a educação a distância (EAD) é cada vez mais vista no cenário da educação brasileira como um caminho/possibilidade de democratização da educação, que pode responder ao desafio da formação continuada e do acesso à educação em todas as regiões do país.

Conceituando EAD

A educação a distância é uma modalidade de ensino que vem sendo utilizada há muito tempo. A formação a distância é representada, em geral, pela distância física do aluno e do professor. Muitas tecnologias já foram (e ainda são) utilizadas na EAD: correspondência, rádio, TV, videoconferência, Internet. O avanço tecnológico trouxe novos horizontes para a educação a distância. Santos (2005) apresenta o conceito de educação online, que, segundo a autora, é um advento da cibercultura e ressignifica o conceito de distância, pois possibilita a interatividade, a construção colaborativa, ou seja, além de aprender com o material, o participante aprende na dialógica com outros sujeitos envolvidos. As práticas da EAD tradicional estão pautadas na comunicação em massa, onde o polo emissor está separado do pólo receptor. Na educação online o pólo emissor é liberado e todos são potencialmente autores. Durante o curso você terá a oportunidade de ler e discutir mais sobre o assunto.
O termo Educação a Distância, pode ser entendido como uma modalidade que apresenta um conceito de sala de aula ampliado, com associação de espaço/tempo que ultrapassa a idéia de espaço físico e tempo determinado.
Caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (Decreto nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005)
EAD é o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, no qual professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Apesar de não estarem juntos, de maneira presencial, eles podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.


A EAD e as TIC’s

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) na EAD podem ajudar a diminuir a distância entre as pessoas, pois exigem mais comunicação entre alunos e professores. As potencialidades dessa modalidade de ensino são muitas, entre elas, destacamos a possibilidade de democratização da educação, em especial, a formação inicial e pós-graduação. Segundo Lévy (1999, p. 169) "os sistemas educativos encontram-se hoje submetidos a novas restrições no que diz respeito a quantidade, diversidade e velocidade de evolução dos saberes", apesar da velocidade do crescimento das ofertas. A oferta de cursos na modalidade a distância tem se configurado com um grande nicho de mercado, por isso presenciamos muitas instituições privadas expandindo os cursos em EAD e chegando a todos os cantos do país. O Governo Federal também tem investido nos últimos anos em cursos a distância através das universidades públicas e do sistema Universidade Aberta do Brasil.
Na EAD, é importante levar em conta tanto o conteúdo/informação disponibilizados, quanto a construção e difusão do conhecimento, observando a diversidade regional do grupo, a formação social dos sujeitos, dentro de um processo educativo que fomente a construção de novos saberes com base na interatividade e na participação de todos (alunos, professores, gestores, comunidade...).
Dessa forma, relaciona-se a EAD na contemporaneidade a ambientes interativos e colaborativos, favorecendo o processo ensino-aprendizagem centrado no aluno. Segundo Dias (2001, p. 28), nesses ambientes “o processo de construção do conhecimento compreende a interação entre pares, a avaliação e a cooperação, salientando a mudança do foco na interação professor-aluno para as relações entre os membros dos grupos”. É possível, com a utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem desenvolver práticas pedagógicas mais cooperativas e colaborativas, além de ser um espaço de encontro de pessoas e produção de novos saberes. Permite, também, o exercício da autoria, já que nos espaços online a expressão através da escrita significa fazer parte do curso, estar presente no ambiente.
A partir dessa perspectiva, entende-se que a EAD precisa ser pensada, visando a busca da construção de posturas críticas e criativas, desenvolvendo uma atitude investigativa e fundamentada na produção de conhecimento (PRETTI; ARRUDA, 2004 apud RICCIO, 2006, p. 32). Em outras palavras, pode-se dizer que no contexto da EAD existe uma "mudança" nos papéis presenciados na educação: "o aluno deixa de ser um receptor passivo e torna-se responsável por sua aprendizagem, com direito a trabalhar em ritmo individualizado sem perder, no entanto, a possibilidade de interagir com seus pares e com seu professor" (OLIVEIRA, 2003, p. 34). O professor deixa de ser "o dono do saber e o controlador da aprendizagem, para ser um orientador que estimula a curiosidade, o debate e a interação com os outros participantes do processo" (Id, p. 34).



Referências Bibliográficas:
PRETTO, N. . Uma escola com / sem futuro. Educação e Multimídia. Campinas: Papirus,1996
ALVES, R. M.. A Educação a Distância no Brasil - Síntese história e perspectivas. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação, 2001. 206 p.

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